quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A ilha (dos escravos)



Data da experiência: 17.01.2010


(…) fragmentos de imagens que se transmutavam em minha consciência de algum lugar de uma era astral, aquilo tomou forma dentro de um redemoinho onde objetos e coisas se materializavam. Adiante vi o sol se pôr e as nuvens se formarem aparecendo aquela terra cercada por águas.

No primeiro ato... Em uma manhã, vi um casal que corria  de elementos que estavam no seu encalço em meio a um campo aberto. Testemunhei que a garota estava toda ensanguentada usando uma camisola branca suja também de lama. Ele, ferido e usando apenas uma calça jeans rasgada, ia na frente segurando a mão daquela jovem. Mas em dado momento os dois caíram numa poça de água e seus algozes os alcançaram.

No segundo ato... Quando o “plano” mudou, o céu estava escuro e um círculo formara-se com uma fogueira em seu centro. Os algozes arrastaram aquela garota franzina para perto da fogueira e começaram a rasgar as poucas peças que  vestia. Nua e com cicatrizes por todo o corpo a algemaram nos pulsos e no pescoço. Entre escárnios trouxeram aquele rapaz para vê-la. Os animais humanos então começaram a violenta-la, um a um, e seguravam a cabeça do rapaz para olhá-la lamentar-se de dor e estranhamente prazer(?). (...)

No terceiro ato... Uma manhã despontava, e daquele círculo vi outras jovens como aquela pobre vítima que havia sido estuprada. Eram mais de dez ou quinze meninas de várias raças e aparentavam serem escravas , (...) sendo que seus semblantes estavam caídos. Por fim, o casal não mais vi.

No quarto ato... Creio que já estava no período da tarde quando houve uma outra fuga, agora eram apenas algumas daquelas escravas que estavam naquele círculo. Elas conseguiram atravessar o campo onde o casal havia sido pego. Mas, ao chegarem perto de uma praia começaram a morrer, prostando-se no chão  iniciando um esfalecimento. Todas elas subitamente morreram.

Então, o meu alter-ego veio a mim e disse: “aquele se que se entregou e conheceu o deleite  e  a escravidão de sua escolha, morrerá no solo de sua prisão”.

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Imagem: (?)

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