Data da Experiência: 17.02.2010
Olhava para um céu nublado quando criei consciência... Então uma cadeia de eventos se manifestou.
Primeiramente vi naquele mesmo céu um avião caindo na direção de uma pista em que ele deveria pousar. Um momento trágico que presenciava com o meu pai, que ao meu lado observava pela janela do saguão de um aeroporto desconhecido (acho que esperando a hora de embarcar ou esperando alguém chegar). Como sempre, não pude precisar qual era aquele lugar, cuja esfera onírica era estranha, mas vívida, e o espaço era diferente dos aeroportos em que já estive no plano físico.
Enfim, o piloto do citado avião parecia tentar fazer uma curva ascendente no ar, mas o avião sem força foi caindo por causa da explosão de uma das turbinas. A sua asa esquerda tocou o chão levando o bico a colidir violentamente, e o dorso do avião foi arrastando-se até chegar no edifício do saguão do aeroporto.
Pânico geral... Mas eu e meu pai não saímos do lugar, pois já naquela altura dos acontecimentos, fomos perceber que estávamos esperando alguém e não consegui mexer-me já que o meu coração estava afligido.
Houve mais uma explosão cujo som repercutiu pelo prédio quebrando todas as vidraças e arremessando as cadeiras, levando milhares de estilhaços a atingir as pessoas, e de repente, o silêncio. Depois, o fogo e a fumaça levantaram-se e veio a escuridão.
Despertando fora do local do acidente, olhava aquele edifício totalmente destruído sendo consumido pelas chamas, era como vê-lo partido ao meio, e aquele silêncio apenas o silêncio. Meu coração ainda estava apertado, não vi mais meu pai, mas estava ciente de que ele estava bem, não sei por qual razão, contudo, algo que tinha significado para a minha alma havia morrido naquele avião.
E veio o sol espantado o tempo nublado.
E veio o sol espantado o tempo nublado.
Mais uma vez transladei para outro lugar, agora entre os escombros destruídos pelo fogo, e estranhamente não havia ninguém, estavam apenas os objetos pessoais e não vi sinal de corpos. E passando a caminhar pelo aeroporto não achei um vivente, mas estranhamente tinha a noção que ninguém sobreviveu... Todos simplesmente sumiram.
Por fim, formou-se um corredor e eu andava por ele num eterno labirinto... Eu esperava algo e não sabia o que era... No final daquele corredor, algo estava ali, mas não consegui chegar até aquilo. Algo morreu, algo que perdi se foi, desaparecendo naquele aeroporto. Acredito que só eu era vivente ali, no entanto acho que todos sobreviveram e só eu morri, pois a razão da minha existência se perdeu naquela realidade.
Por fim, formou-se um corredor e eu andava por ele num eterno labirinto... Eu esperava algo e não sabia o que era... No final daquele corredor, algo estava ali, mas não consegui chegar até aquilo. Algo morreu, algo que perdi se foi, desaparecendo naquele aeroporto. Acredito que só eu era vivente ali, no entanto acho que todos sobreviveram e só eu morri, pois a razão da minha existência se perdeu naquela realidade.
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