Data da experiência: 26.11.09
Duas faces em uma mesma pessoa, duas realidades em um mesmo espaço... Diferentes dimensões com seus tempos.
Passando pelas ruas do centro daquela Cidade, via transeuntes em suas multi-formas que a cada piscar de olhos mudavam de "estado".
Em todas as vezes quando vi: os seus aspectos, as suas vestimentas, as suas posturas mudavam num ciclo sem fim . Não era (apenas) uma visão do espírito, era uma visão de destinos tomados que cada um poderia viver no plano material.
E cada decisão que foi escolhida ou destino que não foi cruzado me confundia... O que era real? Todos não tinham sinas, apenas oportunidades aproveitadas e não aproveitadas, dava a entender que a predestinação não existia, que o destino era falácia e que tudo não passava de um jogo de dados atirado ao acaso.
Logo, depois de ver "os estados", contemplei mais profundamente o que estava por trás daquele mundo, o plano espiritual pra ser mais exato, onde cada um tinha "o poder" por trás de si, e o mesmo era como uma aura que subia e formava uma nuvem energética que se movimentava violentamente; não discerni que poderes eram aqueles que no céu se chocavam e eram luminosos como os fenômenos da aurora.
Então denominei de Potências e por vezes elas formavam grandes cometas energéticos e se impactavam no céu daquela cidade. E de lugares escondidos ouvi sussurros invocativos das Ordens criando outras potências, e estas promoviam impactos atrás de impactos não se anulando.
E enquanto isso acontecia no plano espiritual, o mundo material continuava a transformar-se em dimensões feitas das escolhas dos livres-arbítrios. Até parar em uma única dimensão. O destino ou a predestinação se formara; traçada por uma força maior que as Potências e era impossível de ser vista e entendida pelos humanos presos na mortalidade.
Ela vinha através do Cosmo como uma mão e tocava cada transeunte, escolhendo a melhor sorte, mesmo com as decisões refletidas pelos ascendentes; e só um Ser com o dom da onisciência poderia entender.
Que do caos veio a ordem e uma ilusão maior se fez.... É que imaginamos ter o livre arbítrio.
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Imagem: (?)

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